Preocupadas em manter a produtividade no local de trabalho, muitas empresas bloqueiam o acesso de funcionários a redes sociais como o Orkut, MySpace e Facebook. Mas o presidente da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC), Heitor Pereira, acredita que as companhias deveriam fazer exatamente o contrário. Para ele, as redes sociais podem ser bastante úteis no ambiente corporativo. "Algumas empresas estão atentas às redes sociais. O uso dessas ferramentas incentiva a inovação e, às vezes, facilita na gestão e nos processos de sucessão de cargos", destaca. Pereira lembra que as comunidades virtuais facilitam o compartilhamento eficaz de informação e conhecimento. As idéias surgem com mais facilidade e, em tese, não há discriminação com quem se manifesta.
A Vale, por exemplo, utiliza as redes sociais para resolver problemas de operação e manutenção de suas linhas ferroviárias. Diante de problema, os gestores da empresa recorrem a um fórum de discussão no qual podem discutir alternativas de solução ou receber dicas de quem já passou por impasses semelhantes. O mesmo processo é aplicado na solução de conflitos da área financeira. Já a Petrobras se vale das redes sociais não só para solucionar entraves, mas também para garimpar novos talentos. "A empresa é quem ganha, porque ela analisa as opiniões de cada colaborador e ainda pode identificar um potencial talento, um líder", explica Pereira. Ele diz que as redes facilitam a identificação de competências típicas de um líder, tais como visão, capacidade prospectiva e ação. "Antes, esses profissionais eram subordinados à estrutura formal e acabavam se inibindo. Hoje, é possível identificá-los antes que eles percam essas características", garante o presidente da SBGC